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quarta-feira, 11 de março de 2009

Bem-estar da família é prioridade da classe C

Um estudo divulgado nesta quarta-feira (11) pela agência McCann Erickson mostra que a classe C, o chamado "consumidor emergente", não está mais preocupada com o acesso ao consumo. Essa fase já passou: agora, o brasileiro com renda familiar entre R$ 1.063 e R$ 4.591 - que representa 52% da população, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV) - quer consumir para melhorar sua qualidade de vida.

A pesquisa que mostra essa tendência concentrou-se no que chamado "núcleo da classe C" - que tem renda entre R$ 1 mil e R$ 2 mil - ouviu 1.000 casais em cinco capitais brasileiras (São Paulo, Rio de Janeiro, Receife, Porto Alegre e Goiânia). Essa população busca consumir produtos de maior qualidade e investir em lazer, para proporcionar o bem-estar da família.

Bem-estar e diversão
O consumo de alimentos, por exemplo, se concentra cada vez mais no valor nutritivo dos produtos - 38% dos entrevistados disseram que o fato de o produto "fazer bem" é o fator primordial para a compra. Mais de dois terços do núcleo da classe C dizem buscar informações sobre nutrição, enquanto 76% afirmam fazer a principal refeição do dia - geralmente, o jantar - em casa.

Essa população está consumindo cada vez mais produtos de beleza. A maioria dos homens ouvidos disse usar creme para o corpo e 36% afirmaram fazer as unhas. As mulheres vão, em média, duas vezes ao mês ao salão de beleza - hábito citado por 86% das entrevistadas. Cada ida ao salão custa, em média, de R$ 15 a R$ 30, conforme Aloísio Pinto, vice-presidente de planejamento da agência.

Segundo Pinto, a pesquisa mostrou também que as residências da classe C são bem equipadas - computador e aparelho de DVD foram encontrados em quase 60% dos lares pesquisados. O executivo da agência ressalta que os chefes de família explicaram que equipar a casa proporciona oportunidades de lazer. Dentro da categoria diversão, começa a crescer também a alimentação fora de casa, citada por 48% dos entrevistados.

'Classe média baixa'
O consumo de bens de maior valor agregado, como casa e carro, aparece como projeto mais distante - morar em casa própria é uma visto como "coisa de rico" por esse público.

A maioria dos entrevistados só vêem a chance de comprar um automóvel, por exemplo, com financiamento de pelo menos 36 meses. Segundo a pesquisa, o hábito de poupar não é difundido pela classe C, e cerca de 45% das pessoas ouvidas disseram usar a poupança como conta-corrente.

O vice-presidente de Planejamento da McCann Erickson diz também que o brasileiro da classe C se vê primordialmente como "classe média baixa". Apesar da busca por mais lazer, a maioria dos entrevistados declarou que não gosta de frequentar locais sofisticados, onde podem não "se sentir bem".

Entre as prioridades dos entrevistados está a necessidade de aprender a se comportar - como falar, se vestir e ter os hábitos corretos para cada situação. "Ainda tem um bloqueio com viagem de avião, por exemplo. Apesar dos parcelamentos e descontos das companhias aéreas, a pessoa prefere não viajar por medo de não saber como se comportar", ressalta Aloísio Pinto.

A resistência a ambientes novos, aliada à necessidade de proximidade da família - a família estendida, especialmente pais e irmãos, costuma oferecer auxílio pessoal e financeiro aos casais -, também faz com que essa população resista a mudar de bairro ou de cidade por exemplo. Das 1.000 pessoas ouvidas, 53% disseram que pretendem continuar a viver no mesmo bairro, enquanto 71% afirmaram que querem continuar no município em que moram atualmente.

FONTE: PEGN-NOTÍCIAS

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

A realidade não é um problema. É uma oportunidade.

Muitas pessoas passam muito tempo desejando que as coisas fossem diferentes.
Se eu tivesse dinheiro para financiar minha idéia. Se tivesse aberto o negócio com meu cunhado, eu seria sócio de uma próspera fábrica de suco natural. Se eu tivesse mais tempo, clientes maiores, um bônus mais alto, um emprego melhor. Se eu fosse mais astuto, mais charmoso, mais alto, mais louro,mais sério,mais inteligente, mais rico…
Isso é a vida, não um sonho. E isso deveria ser mais do que suficiente. Muitos empresários são baixinhos e gordos. Muitos investidores deixaram passar uma grande oportunidade. Muitas pessoas que tiveram grandes idéias não dispunham do capital para financiá-las. Tiveram de ir atrás dele. A realidade não é um problema. É uma oportunidade.
A desidratação levou ao Gatorade. Cicatrizes cirúrgicas levaram à laparoscopia. A solidão levou ao Orkut. Comida presa entre os dentes trouxe o fio dental. Coisas que são problemas podem ser resolvidas. Coisas que não funcionam podem ser consertadas. Coisas que custam muito podem custar menos. Tecnologia que não funciona, serviços inoperantes, promessas quebradas, espaços apertados, alto consumo de combustível, estradas esburacadas, banheiros sujos, camas incômodas, refeições medíocres, paredes finas, lucros pequenos, custo alto, até o mau tempo.. tudo isso é realidade e todos são chances de melhorar alguma coisa. Aceite a realidade. Há uma fortuna nela.”
Fonte :James Dale